sábado, 29 de junho de 2013

Relacionamento entre Paciente e Enfermeiros

Primeiramente a maior dificuldade no relacionamento com os doentes é o profissional de saúde, no caso o enfermeiro, é o de deixar transparecer seus problemas profissionais, muitas vezes descontando os nos pacientes com um relacionamento agressivo e frio.

Quando o enfermeiro não pratica esse relacionamento inadequado ele ainda pode passar para o seu paciente a sensação de despreparo profissional, pois para Sarano o profissional de Saúde na maioria das vezes não está educado para a abordagem psicologia dos doentes, ele ainda frisa que é indispensável uma aprendizagem a tal respeito sob a orientação de alguém, seja um psicólogo ou não, para que assim se evite profissionais semelhante a maquinas que lançam perguntas exatas como, onde lhe dói? Desde quando?

Essas perguntas penetram no ouvido do paciente como balas, trazendo assim uma alteração no resultado do diagnostico, como por exemplo, aumento de pressão, taxas sanguíneas, batimentos cardíacos etc. Isso só vem a acrescentar a nos mostrar tal quão é importante o relacionamento terapeuta-paciente.

Mas essa prática de relacionamento ainda é comum nas alas hospitalares, porque é mais cômodo observar, descrever, palpar, manipular um corpo do que acolher uma linguagem e envolver-se numa participação, num diálogo ou num silêncio atencioso.

Nesse relacionamento inadequado o paciente passa a ser um "paciente-objeto" dominado pelo agente do 'saber -poder', uma relação ainda que superficial nesse caso é reduzida a mais pobre expressão, ao "in"-pessoal. Para corrigir essa relação é importante que o indivíduo se expresse e seja ouvido.

Muitos psicólogos nos alertam também contra os perigos da identificação, pois se o enfermeiro se identificar muito intimamente com o paciente ele pode perder os recursos e o controle dos acontecimentos. Segundo Sarano alguma objetividade, alguma distância serão indispensáveis para que mantenha a cabeça fria e para que a impeça de desempenhar o papel do doente e apenas a ele. Ele ainda frisa que a eficiência na relação terapeuta-paciente, não se mede pela satisfação que nela procuram tanto o paciente quanto o terapeuta.

Sarano afirma ainda que o terapeuta (enfermeiro, médico etc) é visto pelo 
público como desfrutador de privilégios invejados exorbitantes, de conhecer e tocar, atingir a nudez do paciente, proibida para os mortais comuns.

Essa relação fracassada não é de exclusividade de hospitais públicos, segundo Sarano, ela também é uma triste realidade nas clínicas particulares onde o atropelo e a falta de tempo faz com que o paciente fique rodeado de aparelhos, tornando assim no fim uma relação traumática.

O sucesso de buscar uma relação bem sucedida não é difícil de ser alcançada, pois a oportunidade é dada "diretamente" desde o início, de receber uma palavra amável e com um sorriso acolher o paciente, pois eles são os que mais cruelmente necessitam dessa atenção. ALUNA:Bianca France

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