ANDRÉIA OLIVEIRA
ELIANNE SILVA
LEIDIANE ARAÚJO
MARIA ROSEANE
WYLNNA JESUS
BELÉM – PA
2013
CURSO
TÉCNICO DE ENFERMAGEM
DOCUMENTOS UTILIZADOS
PELO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
Trabalho apresentado à disciplina de Português técnico_ como requisito de
avaliação, orientado pelo(a) professor(a)
Geordano Raad____.
BELÉM
2013
1. INTRODUÇÃO
A documentação
consiste em um mecanismo de comunicação entre os profissionais de determinado
setor. Por isso, a necessidade de um documento de qualidade, bem preenchido com
letras legíveis, palavras exatas e com coerência para que sejam evitados danos
principalmente para o paciente, com erros que possam acarretar devido uma
documentação mal preenchida ou ilegível.
Alem disso qualquer documento tem seu valor jurídico tanto para o paciente quanto para o medico e sua equipe e até mesmo para o estabelecimento esta ai a responsabilidade de ser preenchido principalmente sem rasuras, bem explicado, pois, a comunicação escrita é tão significativa quanto a verbal.
Esses documentos devem ter acesso livre para que os profissionais possam visualiza-los e dar uma boa assistência para o cliente por isso devem conter todos os relatos exatos de cada paciente.
Alem disso qualquer documento tem seu valor jurídico tanto para o paciente quanto para o medico e sua equipe e até mesmo para o estabelecimento esta ai a responsabilidade de ser preenchido principalmente sem rasuras, bem explicado, pois, a comunicação escrita é tão significativa quanto a verbal.
Esses documentos devem ter acesso livre para que os profissionais possam visualiza-los e dar uma boa assistência para o cliente por isso devem conter todos os relatos exatos de cada paciente.
2. PRONTUÁRIO DO PACIENTE
O prontuário do paciente é um documento legal que consta de
toda a história do paciente durante sua permanência no hospital. Suas
finalidades principais são de comunicação entre profissionais, pesquisa, auditoria
e contabilidade.
Esse prontuário
mostra todos os procedimentos, evolução, anotações utilizadas durante a
permanência do paciente no hospital ou clínica. O fechamento desse documento só
e feito quando o paciente não precisa de observação hospitalar (alta
hospitalar), em caso de fuga do paciente (alta por evasão), falecimento (alta
por óbito) e pedido da família (alta a pedido). A alta só pode ser expedida
pelo médico.
É proibido negar ao paciente o acesso ao prontuário, ficha
clínica ou similar, devendo fornecer explicações sobre o estado do paciente,
salvo quando ocasionar risco para o paciente ou terceiros.
O horário da anotação dos procedimentos é identificado por
cores diferentes, onde são realizadas de 7hs às 19hs são escritas de cor azul
ou preta (plantão diurno) e as realizadas de 19hs as 7hs são escritas na cor
vermelha (palntão noturno).
O prontuário do
paciente é definido pelo conselho Federal de Medicina, Resolução nº 1.638/2002,
“como documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e
imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações
sobre a saúde do cliente, que possibilita a comunicação entre membros da equipe
multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo”.
A palavra prontuário origina-se do latim prontuarium, que
significa lugar em que se guardam ou depositam coisas que devem estar à mão, de
que se pode precisar a qualquer momento. Outras definições, tais como: manual
de informações e indicações úteis, ficha com dados de uma pessoa ou lugar em
que se guarda aquilo que poderá ser necessário.
Desta forma, o prontuário, não é apenas o registro da
anamnese do paciente, mas todo acervo documental padronizado, organizado e
conciso, referente ao registro dos cuidados prestados, assim como aos
documentos pertinentes a essa assistência (POSSARI, 2005).
Atualmente
entende-se que o prontuário do paciente tem como função, apoiar o processo de
atenção a saúde, servindo como fonte de informação clínica e administrativa
para tomada de decisão e meio de comunicação compartilhando ente todos os
profissionais. É o registro legal das ações médicas, de enfermagem, e de outros
profissionais.
2.1 O Prontuário
é uma documentação de grande valor para:
2.1.1 Para o hospital
A existência de
bons prontuários permite maior rotatividade de pacientes, baixando a média de
permanência.
- Reduz o uso indevido dos equipamentos e serviços, evitando
a repetição desnecessária de exames.
- O prontuário é o documento de maior valor para sua defesa contra
possíveis acusações.
- Permite a qualquer tempo um conhecimento exato do
tratamento feito e do resultado alcançado.
- Demonstra o padrão de atendimento prestado no hospital.
2.1.2 Para o paciente
É útil, porquanto, os dados
contidos, possibilitam um atendimento, diagnóstico e tratamento mais rápidos,
eficientes e econômicos, sempre que houver necessidade de reinternação ou
transferência de setores de outras especialidades.
- As anotações existentes podem
dispensar ou simplificar interrogatórios e exames complementares, reduzindo o
custo do atendimento e o tempo de permanência no hospital.
- Representa, para o paciente, o
grande instrumento de defesa, em caso de possíveis prejuízos e de reivindicação
de direitos perante o médico, o hospital
e os poderes públicos.
e os poderes públicos.
2.1.3 Para a equipe de saúde
A equipe de
saúde é o conjunto de todos os profissionais que mantêm contato com o paciente,
visando sua recuperação. Se todos perseguem o mesmo objetivo, nada mais lógico
do que agirem entrosados. O ideal seria que a equipe atuasse em grupo na hora
de discussão dos casos. Não sendo possível, resta, como instrumento bastante
eficiente de intercomunicação, o prontuário, por meio do qual os profissionais
se intercomunicam, fornecendo informações dentro da própria especialidade.
Assim, o prontuário é o grande fator de integração da equipe de saúde do
hospital. Na medida em que um hospital progride, melhora também o serviço de
prontuário.
Reúne também todas as informações do paciente durante os
momentos em que ele precisou do atendimento hospitalar. Verifica-se que no
passado e, em muitos casos no presente, o prontuário se reduzia a apontamentos
sobre a história da doença, alguns dados sociais do paciente, ou pouco mais que
isso. O prontuário completo, com evolução, gráficos, TPR (Temperatura, Pulso e
Respiração), PA (Pressão Arterial) e relatório de enfermagem continuam sendo
raridade. À medida que os conhecimentos da administração foram se difundindo,
foi surgindo o valor e a importância de prontuários e arquivos organizados. As
anotações existentes são muito importantes para toda a instituição e podem
dispensar ou simplificar interrogatórios e exames complementares, reduzindo o
custo do atendimento e o tempo de permanência do cliente no hospital. Ele é um
grande fator de integração da equipe de saúde do hospital, pois vários
profissionais se comunicam através dele e fortalecem o espírito de equipe em
defesa do paciente. Forma-se uma verdadeira cadeia, onde o médico examina o
paciente, obtém informações e faz anotações. A enfermagem, a partir do
prescrito no prontuário, atende e faz anotações. O médico novamente toma
ciência da evolução do paciente e determina novas ações através do prontuário.
Dessa forma, ele vai sendo construído e as informações vão sendo armazenadas.
De acordo com o Conselho de
Enfermagem (COFEN) 272/2002 artigo nº 3, a sistematização da Assistência de
Enfermagem (SAE) deverá ser registrada formalmente no prontuário do paciente,
cliente, usuário, devendo ser composta por; histórico de enfermagem, exame
físico, diagnóstico de enfermagem, prescrição da assistência de enfermagem,
evolução da assistência de enfermagem, anotações de enfermagem.
Pelo Código de Ética Médica
sobre a relação com o paciente e seus familiares é vedado ao médico; artigo nº
70, negar ao paciente acesso a seu prontuário, ficha clínica ou similar, bem
como deixar de dar explicações necessárias a sua compreensão, salvo quando
ocasionar riscos para o paciente ou para terceiros.
3. REGISTRO DE ENFERMAGEM
Os Registros de Enfermagem são
itens fundamentais para a comprovação da aplicação de uma assistência baseada
em princípios técnicos científicos, sem os quais a enfermagem deixaria de ser
uma ciência, passando ao simples cuidar prestado sem qualquer direcionamento,
gerando resultados imprevistos e, possivelmente, nocivos ao paciente. Na busca
da melhoria da qualidade da Assistência de Enfermagem, buscamos constantemente
proporcionar apoio ao profissional, visando ao aprimoramento na aplicação dessa
ciência, o que inclui os esclarecimentos diante de fatores que podem gerar
entendimentos inadequados. Ao tratar do assunto Registros de Enfermagem,
destacamos que uma das principais interpretações distorcidas aplica-se à
diferença entre Anotação de Enfermagem e Evolução de Enfermagem. Diante disso,
apresentamos resumidamente, as principais diferenças entre esses registros:
3.1 Anotação de enfermagem
Dados brutos
Elaborada por toda equipe de
enfermagem (enfermeira, técnico e auxiliar de enfermagem)
Referente a um momento
Dados pontuais
Registra uma observação
3.2 Evolução de enfermagem
Dados analisados
Elaborada apenas pelo enfermeiro
Referente ao período de 24h
Dados processados e
contextualizados
Registra a reflexão e análise de
dados
4. ANOTAÇÕES DE ENFERMAGEM
A anotação de Enfermagem constitui
todos os registros de informações a respeito do paciente, as observações feitas
sobre o seu estado de saúde, os procedimentos executados e as avaliações
realizadas durante a assistência de enfermagem.
As anotações de enfermagem fazem
parte do prontuário do paciente e refletem as ações assistenciais prestadas
durante o período de internação e, portanto, devem ser fidedignas e completas.
O prontuário é uma documentação de grande valor legal para o paciente, para a
instituição e para a equipe de saúde e pode ser utilizado como instrumento de
ensino e pesquisa, além de servir de defesa e respaldo legal à todos.
4.1 OS REQUISITOS BÁSICOS PARA
OS REGISTROS SÃO:
4.1.1 Exatidão
O profissional dever ser está
certo, correto e preciso no momento da anotação de enfermagem, lembrando que
trata-se de um documento legal para transmitir informações precisas para a
equipe multiprofissional de saúde.
4.1.2 Veracidade
A anotação real dos fatos deve
ser feita pelo profissional, a fim de identificar o que o paciente está
sentindo naquele momento para melhor poder intervir em seu tratamento
terapêutico.
4.1.3 Legibilidade
O profissional dever preencher o
documento com letra legível, sem erros, sem rasuras, completas e objetivas.
4.1.4 Anotação imediata
Devem ser registradas após o
cuidado prestado, orientação fornecida ou informação obtida imediatamente.
4.1.5 Identificação legal
Deve ser identificado pelo
profissional que relatou a ocorrência, com nome, profissão e registro do COREN.
Para assim haver legalidade do documento e respaldo do profissional diante
certas situações.
5. BASEADA NA DECISÃO COREN-SP-DIR/001/2000, OS ITENS A SEGUIR
DEMONSTRAM OBJETIVAMENTE OS PASSOS A SEREM SEGUIDOS DURANTE AS ANOTAÇÕES.
5.1 O que anotar?
Informações subjetivas,
problemas; preocupações do cliente; sinais e sintomas; eventos ou mudanças
significativas do estado de saúde; cuidados prestados; ação e efeito das
intervenções de enfermagem baseadas no plano de cuidados e nas respostas
apresentadas.
5.2 Como fazer?
Verificar o tipo de impresso a ser utilizado e
as normas institucionais.
Verificar se o cabeçalho do impresso contém os
dados do paciente e a data.
Utilizar somente caneta esterofráfica com cor
estipulada pela instituição.
Todas as anotações devem ser precedidas de
horário.
A anotação deve ser descritiva e não
interpretativa.
Restringir-se a anotações relacionadas apenas
ao paciente.
Escrever de maneira incisiva, precisa,
concisa, legível, completa, objetiva e clara, observando ortografia, caligrafia
e redação.
Utilizar Frases curtas.
Utilizar termos técnicos por extenso.
Usar apenas abreviaturas padronizadas e
convencionadas. Não usar abreviaturas que impeçam a compreensão daquilo que foi
anotado.
Não utilizar corretivo líquido. Não riscar,
molhar ou manchar o impresso.
Não rasurar a anotação, devido
ao seu valor legal. Em caso de engano usar a palavra “digo”, entre vírgulas.
Não deixar espaços em branco e
não pular linhas entre as anotações.
Evitar anotações checadas no
plano de cuidados, prescrição de enfermagem ou médicas-anotar somente
alterações ou intercorrências do cuidado prestado.
Evitar expressões como: hábitos
fisiológicos normais, sem anormalidades, sem intercorrências e sem queixas.
Anotar os relatos de
intercorrências e alterações feitas pelo próprio paciente e /ou por seu cuidador.
Colocar nome legível, categoria
profissional e nº do registro no Conselho Regional de Enfermagem (COREN).
5.3 Onde anotar?
Em impressos próprios, segundo
modelo adotado pelo serviço de Enfermagem da Instituição.
5.4 Quando anotar?
Sempre que forem executadas
ações de assistência, mantendo o planejamento de enfermagem atualizado.
5.4 Como anotar?
O registro deve ser feito de
forma clara e objetiva, com data e horário específico, identificação (nome,
COREN-PA e carimbo) do profissional que faz anotação. Quando o registro for
normal, deve ser feito com letra legível e sem rasuras. Em caso de anotação
errada, colocar entre vírgula a palavra “digo” e anotar imediatamente após o
texto correto.
5.5 Para que anotar?
Para historiar e mapear o
cuidado prestado, facilitar o rastreamento da ocorrência com o cliente a
qualquer momento e reforçar a responsabilidade do profissional envolvido no
processo de assistência de enfermagem.
5.6 Quem deve anotar?
Enfermeiros. técnicos e
auxiliares de enfermagem.
6. EXEMPLO DE ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM.
7:00- Sentado na poltrona,
acordado, calmo, pouco comunicativo, hipocorado e emagrecido. Mantém cateter
venoso central duplo lúmen em veia jugular direita, recebendo soroterapia
controlada por bomba de infusão e sonda nasogástrica fechada para dietoterapia.
Refere ter dormido bem durante a noite, diurese presente e fezes ausente há 2
dias. 8:00- instalada dietoterapia com bomba de infusão. 9:00- Apresentou um
episódio de êmese e média quantidade, a dieta foi parada temporariamente a
pedido da Enfermeira Marina, foi avaliado pelo Dr.Evandro e solicitou suspender
a dieta, permanece em jejum até segunda ordem. 9:40- Retornou para o leito e
recusou banho de aspersão por referir mal-estar. Maria Emília, técnica de
enfermagem, COREN-PA: 0045287. 11:00- Refere dor na região gástrica, comunicado
Dr. Evandro e medicado conforme prescrição médica. 12:00- Refere melhora do
estado geral, permanece no leito e em jejum. Maria Emília, técnica de
enfermagem, COREN-PA:0045287
CABE AO TÉCNICO ENFERMAGEM:
“ART. 10
( ...) EXECUTAR ATIVIDADES E
ASSISTÊNCIA ENFERMAGEM, EXCETUADAS AS PRIVATIVAS DO ENFERMEIRO E AS REFERIDAS;"
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CIANCIARULLO, T. I. et al (Orgs.) Sistema
de assistência de enfermagem: evolução e tendências. São Paulo: Ícone, 2001.
HORTA, V. Processo
de enfermagem. 15º. São Paulo: EPU, 2004.
POSSARI, J. Prontuário
do paciente e os registros de enfermagem. 1ºed. São Paulo: Iátria, 2005.
SANTOS,V.E.P;VIANA,D.L.Fundamentos e Práticas para: estágio em
enfermagem.3.ed- São Caetano do Sul: Yendis Editora, 2008.
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