A importância da comunicação no atendimento do técnico de enfermagem.
Introdução
Frequentemente, os estudantes pricipiantes de enfermagem questionam a necessidade de estudar comunicação, pois, afinal de contas, eles têm falado, ouvido e escrito por no mínimo 18 anos, e algumas por 50 anos ou mais! Mais ainda, eles se queixam de que a comunicação praticada parece tão artificial,tão manipulativa,tão diferente do "eu" real.
É importante que tais sentimentos sejam reconhecidos pelos membros do corpo docente e pelos alunos como ponto de partida muito realista para o estudo da comunicação na enfermagem.
A comunicação, como parte do papel da enfermagem, constitui uma técnica como a da aplicação ou a troca de curativos cirúrgicos.
Definição de comunicação
(Alkindar de oliveira )
A comunicação tem sido definida de forma muito simples como "significado compartilhado". Quando duas pessoas concordam na mensagem que foi enviada entre elas, houve comunicação.Frequentemente, e por um número quase infinito de razões, este significado compartilhado não acontece. Isto é denominado falta de comunicação ou de entendimento. como exemplo, considere o estudante de enfermagem cujo instrutor disse aos alunos que se encontrassem para uma sessão de debates às 11 hs, após terminarem as suas tarefas de assistência aos pacientes.
A estudante que chegou atrasada, às11h20min, ficou surpresa com a irritação do instrutor._ Eu lhe disse para estar aqui às 11hs Disse ele. "Pensei que você tivesse dito que viéssemos após termos cumprido nossas tarefas, replicou a estudante, obviamente, não houve comunicação entre ambos. A intenção da mensagem era:_terminen suas tarefas pouco antes das 11 h e estejam prontos para começarem a aula precisamente ás 11hs. Um hábil comunicador tornou-se conhecido pela observação:" compreenda o que eu quero dizer e não o que eu digo!".
O comentário, em parte zombaria, ilustra o importante fato de que a fala é altamente individualizada. Embora todas as pessoas possam compartilhar das definições das palavras contidas na dicionário, a forma particular pela qual o indivíduo usa as palavras para transmitir significativamente é única. Juntamente com a mensagem. O instrutor de enfermagem irritado pode ficar de pé com os braços cruzados,fica batendo um pé e olhar fixamente para a estudante retardatária. Todos estes acréscimos não-verbais às palavras verbais transmite uma mensagem muito nítida à estudante sobre a irritação do instrutor. Quando o significado compartilhado acontece, isso se deve ao fato de os indivíduos terem interpretação semelhante para mensagens verbais e não-verbais.
componentes da comunicação
Viabilizar componentes dos aspectos de como desenvolver a habilidade de comunicar-se. A maioria dos autores afirmam que o meio de comunicação é composto por: emissor, receptor e mensagem, onde o emissor é aquele que envia a mensagem. Já o receptor é o que recebe a mensagem de um modo fácil de entendê-las, mas existe necessidade para que ocorra um processo comunicativo, o receptor deve emitir uma resposta ao emissor, um enfermeiro faz os dois papéis emissor e receptor, para que o paciente receba e entenda a mensagem que lhe foi passada, se o receptor não entender a ideia que lhe foi transmitida, a comunicação efetiva não ocorre.
Formas de comunicação
A comunicação é realizada em três formas: verbal, não-verbal, e paraverbal. A comunicação verbal refere-se à linguagem falada ou escrita, fortemente influenciada por pessoas que tem origem a própria linguagem. A comunicação não-verbal refere-se a cinésia ( parte da ciência que estuda o comportamento cinético do corpo ), toque a territorialidade, traduz a linguagem transparente do corpo, particularmente não temos consciência da nossa comunicação não-verbal. A expressão facial é uma forma de demonstrar a linguagem transparente, a mensagem é transmitida e recebida pelos órgãos do sentido, ganha importância no processo comunicativo. Podemos concluir que a comunicação verbal e não-verbal podem provocar equívocos entre o emissor e o receptor, pois, um receptor desatento não pode ou não consegue captar toda a mensagem se não observar além das palavras do emissor.
tocar pode ser diferente, dependendo da pessoa, da cultura e do contexto. A territorialidade é o espaço além do nosso corpo, onde esta distância pode influenciar e definir o tipo de envolvimento de comunicação que queremos estabelecer. Outra forma de comunicação é a chamada paraverbal ou paralinguística, que refere-se ao tom de voz, ritmo, suspiros e período de silêncio. Dessa forma as conversas estão compostas pelo o que queremos dizer e como queremos ser entendidos.
comunicação Intrapessoal
A comunicação intrapessoal, também denominada comunicação interna, refere-se às mensagens que o indivíduo envia para si mesmo. Geralmente, as mensagens incluem um componente avaliativo: positivo, negativo ou neutro. È a pessoa que pensa a respeito do eu, que transforma os sentimentos ou as reflexões em palavras que podem ficar não ditas, mas que são trazidas a um nível de consciência. Esse tipo de comunicação contribui para o autoconceito do indivíduo.
como exemplo, um indivíduo pode examinar, de forma crítica, um projeto há pouco terminado, de trabalho em madeira, e pensar:"isto não é grande coisa. Mesmo com uma grande ajuda eu produzi um projeto malfeito".
Dependendo de quanto o indivíduo valoriza a habilidade do trabalho em madeira, a mensagem interna negativa contribui para um baixo autoconceitio.
comunicação interpessoal
Para formar um relacionamento com outro ser humano, o indivíduo engaja-se na comunicação interpessoal, ou seja, a comunicação entre duas ou mais pessoas. Parte da comunicação entre o paciente e a enfermeira é chamada comunicação terapêutica.
Isso é definido como comunicação planejada e deliberada que a enfermeira utiliza a fim de ajudar a identificar e entender as necessidades de assistência à saúde do paciente. É a comunicação terapêutica que forma a base do relacionamento enfermeira-paciente. Isso contrasta com a comunicação social que forma a base dos relacionamentos sociais ou de amizade.
A comunicação terapêutica constitui uma técnica de enfermagem muito complexa.É uma técnica que é ensinada e, a partir de então, deve ser praticada, se a enfermeira realmente quer usá-la para beneficiar os pacientes. Para os estudantes principiantes,pode ser muito difícil engajar-se na comunicação terapêutica ao mesmo tempo em que dão uma assistência física a um paciente. Quase sempre os pacientes decidem falar sobre problemas relacionados à saúde, enquanto a enfermeira lhe dá um banho no leito. Este é um momento íntimo, que condiz a conversação. Aos poucos o estudante aprende a dar o banho e a fazer observações sobre as condições do paciente e, focalizar-se na comunicação. Em outras ocasiões, a enfermeira planejará um período de tempo para usar apenas com o propósito de conversação terapêutica que é extremamente benéfica ao paciente.
Existem ocasiões nas quais a comunicação terapêutica pode ser a única técnica que a enfermeira pode oferecer. Tais situações poderiam envolver estar com o cliente que foi informado de um diagnóstico que envolve risco de vida, cuidar do cônjuge de um paciente terminal, ou ajudar um paciente a tomar uma decisão difícil a respeito de alternativas terapêuticas.
Em cada uma das situações acima, a enfermeira não oferecem conselhos, não apresentam soluções ou diz ao paciente o que fazer. A enfermeira assiste o paciente na solução dos problemas, na busca de soluções pessoais. Para o cônjuge muito entristecido, a enfermeira oferece empatia e apoio por meio de comunicação verbal e não-verbal.
Os estudantes pricipiantes também confessam de que têm a sensação de estar se intrometendo na vida pessoal do paciente ou de que "isso não é da minha conta", ao tentar usar pela primeira vez a comunicação terapêutica.Esteja certo,porém, de que o paciente tem sempre o direito de rejeitar as perguntas da enfermeira, de se recusar a revelar qualquer informação. Frequentemente o paciente está preocupado e ansioso e recebe com agrado a oportunidade de expressar tais sentimentos para a enfermeira. Muitas vezes, apenas a expressão verbal de temores e problemas a uma enfermeira interessada dá alívio ao paciente e esclarece problemas, levando a possíveis soluções.
Barreiras da comunicação
Percebemos que se não estivermos atentos a todas as formas de comunicação este processo comunicativo não ocorre, causando frustração aos interlocutores. Barreira da comunicação nada mais é do que a falta de capacidade de concentração, limitação do emissor\receptor, influência de mecanismos inconscientes.
conclusão
Através do presente trabalho conclui-se que o processo comunicativo varia em aspectos que devem ser considerados e desenvolvidos como habilidades pelo técnico de enfermagem. É uma ferramenta ou instrumento que garante a qualidade do processo de cuidar.
Quanto mais o enfermeiro se apropria deste processo, ele viabiliza e potencializa uma relação interpessoal que denota um cuidado personalizado para demonstrar o comprometimento com o paciente. Os componentes da comunicação implicam em uma série de aspectos complexos, podendo levar ao fracasso ou ao sucesso na relação entre enfermeiro e paciente.
Referências
http://www.alkindar. com.br/treinamento/comunicacao-e-redacao/como-desenvolver-a-redacao-empresarial/1230-a-comunicacao-intrapessoal-o-auto-encontro.htm.http://saudevisual.com.br/comportamento/visao-profissional/903-comunicacao-a-comunicacao-interpessoal-entre-os-profissionais-de-saude3502-183996.


Nenhum comentário:
Postar um comentário